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Jornalistas prometem abordar o HIV/SIDA sem alarmismo
Jornalistas de diversos órgãos de comunicação social reunidos
desde semana passada na vila da Namaacha, província de Maputo, num
curso de Reportagem sobre o HIV/SIDA, criaram uma Rede para a
produção de programas informativos e educativos sobre o HIV/SIDA a
partir de uma abordagem não alarmista.
A criação desta Rede surge em reconhecimento da gravidade da
situação do HIV/SIDA em Moçambique, do seu impacto
sócio-económico e da ameaça que esta pandemia representa à
contínua existência da sociedade. O mais recente estudo sobre o
Impacto Demográfico do HIV/SIDA no País adverte que o HIV/SIDA
tornou-se já uma das principais causas de mortalidade em Moçambique
e, se o alastramento da pandemia prevalecer, no ano 2010 um em cada
três óbitos será devido a esta doença.
Numa declaração emitida no último Sábado os jornalistas, que
terminam amanhã o seu curso iniciado a 15 de Setembro, sublinharam
que devido a importância que a comunicação social desempenha na
transmissão de mensagens educativas sobre a prevenção, tratamento e
cuidados a prestar às pessoas afectadas, resolveram "constituir
uma Rede Regional Sul de jornalistas sobre questões do HIV/SIDA.
A declaração assinala que a Rede compromete-se a "produzir
programas informativos e educativos de carácter positivo, por forma a
que a sociedade não veja o HIV/SIDA a partir de uma perspectiva
alarmista".
A declaração refere ainda que a Rede vai incentivar a formação
contínua de jornalistas sobre matérias relacionadas com o HIV/SIDA e
promover uma cultura de aproximação com as fontes de informação na
área do HIV/SIDA.
A Rede, refere a declaração, vai "sensibilizar as chefias
das redacções sobre a importância dos assuntos de HIV/SIDA" e
encorajar os seus membros para "que continuem a ela ligados mesmo
em casos de transferência para um outro local ou órgão de
informação".
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