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Moçambique deve deixar a niverapina

Director executivo da ONUSIDA

(Jornal Noticias | 03.09.2011) "A posição foi apresentada ontem, no Maputo por Michael Sidibé, Director executivo do programa das Nações unidas para a SIDA (ONUSIDA) depois de ser recebido pelo primeiro ministro, Aires Ali.
Sidibé disse que o uso deste medicamento continua a provocar muitos nascimentos de crianças infectadas pelo vírus quando o mundo já possui varias combinações para evitar que uma mulher grávida dê a luz um bebe contaminado.

“Moçambique figura na lista dos 30 países em que 25 porcento das mulheres grávidas continuam a usar a niverapina para prevenir a transmissão vertical”, afirmou o Sidibé para quem o governo deveria contemplar todas as mulheres nos actuais programas de tratamento antiretrovirais que são eficazes.
Acrescentou ainda que por causa da persistência no uso deste medicamento, infelizmente, o pais continua a registrar cerca de 40 mil nascimentos por ano de crianças infectadas com o vírus de HIV.

Mesmo sem indicar os números exactos, Michael Sedibé afirmou que Moçambique continua a registrar um elevado índice de infecções o que obriga ao governo a melhorar as suas politicas de prevenção e combate a esta Doença.
Sobre o encontro com o primeiro- ministro, Sidibé disse que foram discutidas questões ligadas ao programa de prevenção da transmissão vertical(PTV), mas também sobre o que Moçambique esta a fazer depois da conferencia de Nova York.
“O país deve tomar uma resolução no sentido de estancar novas infecções”,reiterou Sidibé, para quem Aires Ali mostrou o seu empenho em estancar a transmissão vertical. Disse que se discutiu o facto de o pais estar em transformação económica na ordem de 7.5, porcento e isso era importante para que houvesse uma resolução económica se pretender que haja avanços no combate a esta doença.”se almejamos ter uma sociedade estável é importante que se faça uma redistribuição deste crescimento”,referiu o director o director executivo da ONUSIDA, para quem isso vai permitir que seja assegurado o incremento do numero de beneficiários do tratamento anti-retroviral e conferir uma maior oportunidade aos cidadãos de participarem no processo de desenvolvimento do pais."